quarta-feira, 18 de novembro de 2020

GEÚ, CUCA E CAU: IRMÃOS VEREADORES ELEITOS CONFIRMAM LIDERANÇA EM 3 CIDADES COIRMÃS

  

Mesmo sangue correndo nas veias de três vereadores eleitos em Nanuque, Serra dos Aimorés e Bertópolis

 

Geú, Cuca e Cau: a marca Carrieiros


A família Carrieiros, radicada na cidade de Bertópolis, consegue um feito inédito neste Vale do Mucuri: elegeu três vereadores em três cidades desta microrregião.

 

Geú é o nome de urna utilizado pelo policial civil Carmilto Ferreira Rosa Carrieiros, que faz 44 anos dia 29 de dezembro. Concorreu vereador pelo PODE em Nanuque e foi eleito com 306 votos, segundo lugar dentro do partido.

 

Cuca elegeu-se vereador na vizinha Serra dos Aimorés pelo Patriota com 201 votos, o segundo mais votado para a Câmara. Ildencarmo Ferreira Rosa Carrieiros, seu nome completo, tem 46 anos, completados em setembro, e também é policial civil.

 

Finalmente, Cau Rais - Ildásio Ferreira Rosa Carrieiros -, o mais velho dos três, de 48 anos, garantiu a vaga de vereador em sua cidade natal, Bertópolis, concorrendo pelo PT, também o segundo mais votado, com 216 votos.

 

Cau emplacou o terceiro mandato consecutivo, Cuca já foi vereador entre 2013-2016 e agora prepara o retorno à Câmara de Serra dos Aimorés, e Geú faz sua estreia na vida pública.

 

A microrregião de Nanuque no Vale do Mucuri: nordeste de MG


O DNA político dos três irmãos eleitos vereadores foi herdado da mãe a matriarca Ilda Carrieiros, que exerceu a vereança por três mandatos em Bertópolis. Família simples, humilde, mas de notável envergadura política, muita prestigiada e respeitada por todos, até mesmo pelos opositores.

 

Como bem afirmou Cuca: “Nossa família não tem dinheiro, nunca acumulou fortuna, mas carrega com orgulho a maior riqueza que um ser humano pode ter: o caráter e a retidão.”

 

10 cidades compõem a microrregião de Nanuque


Historicamente, é a primeira vez que isso acontece dentro de três cidades da mesma microrregião Vale do Mucuri. A distância de Nanuque para Serra dos Aimorés é de apenas 15 quilômetros, sendo dez vezes mais até Bertópolis – aproximadamente 150 km.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

EMPATE NAS URNAS EM NANUQUE: ELES OBTIVERAM A MESMA VOTAÇÃO

  

José Osvaldo e Brito da Farmácia receberam 270 votos, mas apenas um conseguiu se eleger

 

Embora na mesma base de apoio à chapa Gilson-Alemão, o destino de um foi bem diferente do outro


Não é sempre que acontece, mas aconteceu. Nestas eleições, entre os candidatos a vereador mais votados, dois obtiveram exatamente a mesma quantidade de votos: 270 – José Osvaldo, do PROS (partido do prefeito eleito Gilson Coleta), e Brito da Farmácia, do Solidariedade (partido do vice-prefeito eleito Alemão).

 

Os dois são nanuquenses e dividem a 19ª posição, mas apenas um conseguiu vaga na Câmara. O aposentado José Osvaldo Lima dos Santos, de 61 anos, está garantido na próxima composição do Legislativo, enquanto Edvaldo de Brito Mesca, farmacêutico, que faz 41 anos dia 15 de dezembro, ficou como suplente do partido.

 

A Câmara Municipal é composta de 13 vereadores em Nanuque. Dos partidos que concorreram, seis atingiram o quociente eleitoral (1.432 votos) e elegeram dois vereadores cada um – Avante, DEM, Solidariedade, Cidadania, PROS e Podemos – totalizando 12. Foram eleitos os dois candidatos mais votados de cada partido.


José Osvaldo ficou em 2º lugar dentro do PROS, já Brito foi o 5º mais votado do Solidariedade.

 

O PT foi o único que não atingiu o quociente, mas conseguiu eleger o mais votado pela média. O cálculo das médias deve ser aplicado a todo partido que concorre na eleição proporcional. Aquele que possuir o maior quociente médio é contemplado com a primeira vaga remanescente. No caso, foi eleito o mais votado do partido.

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

GILSON E ALEMÃO REÚNEM ALIADOS E COLABORADORES PARA DISCUTIR TRANSIÇÃO

  

Equipe deverá ser definida até sexta-feira. Previsão é iniciar os trabalhos na próxima semana

 

Gilson: preparando equipe de transição


Menos de 24 horas após o placar oficial das eleições, o prefeito eleito Gilson Coleta e o vice Alemão estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira (16) com aliados e colaboradores que participaram da campanha. Na pauta, análise dos resultados e providências para definir a equipe que irá coordenar os trabalhos de transição.

 

Faltando apenas um mês e meio para a posse, que acontece dia 1º de janeiro, Gilson quer organizar a equipe para ter uma radiografia da Prefeitura com a realidade de todas as áreas, sobretudo administração, finanças, controle interno, saúde, assistência social e outras.

 

Normalmente, o processo de transição prevê a formação de uma equipe, integrada por representantes da gestão atual em andamento e do próximo governo. A prática já é adotada no âmbito do Poder Executivo.

 

“Foi uma reunião bastante produtiva. Acredito que teremos uma semana inteira de muito trabalho, e já estamos convictos de que teremos um fim de ano repleto de compromissos pontuais, para iniciarmos a nossa gestão, dia 1º de janeiro, com pleno conhecimento do que nos espera”, afirmou Gilson.


REELEIÇÃO É QUASE MISSÃO IMPOSSÍVEL PARA PREFEITOS DE NANUQUE

 

Roberto de Jesus mantém a escrita e fica com menos da metade dos votos obtidos 4 anos atrás

 

Assim como foi com Rubão, Gordinho e Ramon, agora acontece com Roberto...


Roberto de Jesus, prefeito eleito em 2016 com 6.992 votos, na época equivalente a 34,05% dos votos apurados, decidiu concorrer à reeleição neste domingo, 15 de novembro, e acabou repetindo o que outros prefeitos também sentiram na pele: a resposta negativa das urnas.

 

Na finalização dos números do TSE, Roberto ficou com menos da metade da votação de quatro anos atrás: 2.828, o que significou 15,19%, terceiro lugar na disputa que teve como vencedor Gilson Coleta (PROS) com 6.942 votos (37,28%) e, em segundo lugar, Nide Brito (DEM) – 5.412 votos (29,06%).

 

A escrita prevalece. Antes de Roberto, pelo menos três ex-prefeitos, quando estavam no poder, tentaram a reeleição e não foram bem-sucedidos: Rubem Messias Barbosa (Rubão), Fábio Garcia Tigre (Gordinho) e Ramon Ferraz Miranda.

 

Até o ano 2000, a reeleição de prefeito era proibida no Brasil, mas quando liberou, Rubão, prefeito na época, foi o primeiro a tentar reeleição na história de Nanuque. Resultado: ficou em 3º lugar, com 19% dos votos apurados.

 

Em 2008, Gordinho, no poder, concorreu a mais quatro anos e também ficou em 3º lugar (24% dos votos). Mais recentemente, na disputa de 2016, Ramon não passou de um 4º lugar (8%).

 

Historicamente, reeleger prefeito que está no mandato não tem sido regra nas eleições de Nanuque. O eleitor, em sua absoluta maioria, sempre faz opção pela alternância de poder.

 

Dr. Armando: único no poder a se reeleger


APENAS DR. ARMANDO CONSEGUIU REELEIÇÃO

 

O Município completa 72 anos de emancipação em dezembro. Até agora, apenas um caso de reeleição aconteceu: o do médico Armando Rodrigues Gomes, eleito vice-prefeito em 2000 e, com a cassação do titular Jorge Luiz Miranda, ele assumiu o cargo dia 30 de março de 2003, governou por um ano e oito meses e concorreu na acirrada eleição de 2004, conquistando vitória nas urnas sobre dois outros ex-prefeitos: Teodoro Saraiva Neto, que ficou em segundo lugar, e Nide Alves de Brito, terceiro colocado.

 

TEORIAS

 

“Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram”. O ensinamento é do escocês Alexander Graham Bell, considerado o inventor do telefone, que faleceu há 100 anos. A frase sintetiza parte do que sacudiu Nanuque em experiências anteriores.

 

Estudiosos da Ciência Política concordam que, para a saúde democrática e renovação do espírito público e da esperança do povo, não convém reeleger político no exercício do mandato. Política não é profissão; mandato político é exercício transitório. Renovar é preciso.

 

Um exemplo claro é o do ex-prefeito Nide, que se elegeu pela primeira vez 44 anos atrás, em 1976, já governou por três mandatos, mas nunca se reelegeu no exercício do poder. Em resumo, Nide administrou Nanuque por 14 anos (um mandato de seis anos e dois de quatro), sem reeleição.

 

Um fantasma que incomoda os detentores do poder em pleno mandato é o sentimento de rejeição manifestado pelos eleitores, fato sempre mostrado nas pesquisas de opinião pública que antecedem as campanhas. Só que, quando estão no poder, prefeitos normalmente são tentados a persistir na ideia de continuar no comando. Aí, o indesejado acontece. (Texto: Prof. Ademir Jr.)

 

ELEITORADO DE NANUQUE VOTOU POUCO NAS MULHERES

  

Maioria das candidatas do sexo feminino ficou abaixo de 100 votos; 12 não passaram de 10 votos cada

 


Câmara Municipal passará a ter apenas uma mulher

 

Dos quase 30 mil eleitores que estavam em situação regular para o voto nestas eleições, mais da metade – 53,2% - era formado por mulheres, totalizando 15.773, acima do percentual de homens (46,8% - 13.919 eleitores).

 

O número de candidatas concorrendo ao cargo de vereador chegou a 63 (32,3%), incluindo uma candidata a prefeita e três candidatas a vice-prefeita, bem abaixo dos 132 homens (67,7%). No entanto, na apuração dos votos, verificou-se que Nanuque votou muito pouco nas representantes do sexo feminino.

 

VEREADORAS - Somente quatro candidatas obtiveram votação acima de 200 votos e cinco conseguiram acima de 100 votos. Daí por diante, as demais ficaram abaixo de 100 votos, lembrando que, entre elas, 12 receberam menos de 10 votos cada uma.

A única candidata a prefeita foi Gleusa Ramos (Cidadania), que ficou em quarto lugar com 930 votos (4,99% do total apurado).

 

CÂMARA CAI DE 3 PRA 1

 

Nanuque nunca teve prefeita, mas já contou com uma vice-prefeita (mandato de 2013-2016) e várias vereadoras que chegaram ao posto de presidente da Câmara. Em 2016, foram eleitas três mulheres, mas nas eleições deste domingo, a representação feminina no Poder Legislativo se resume a apenas uma vereadora para o mandato 2021-2024.

 

CÂMARA DE NANUQUE TEM A MAIOR RENOVAÇÃO DA HISTÓRIA

  

Dos 13, apenas 2 se reelegeram

 

Sidnei e Elienis: os dois reeleitos


Nos 72 anos de emancipação do Município, data a ser comemorada em 27 de dezembro, somente dois dos atuais 13 vereadores conseguiram manter suas cadeiras na Câmara de Nanuque para mais um mandato de quatro anos: Sidnei do Frisa, do Cidadania, que garantiu o posto de 3º vereador mais votado, com 516 votos, e Elienis Mulher de Gordinho (DEM), com 408 votos, 6ª colocação.


A renovação atingiu o índice de 85%, o maior na história de Nanuque.

 

Outros quatro vereadores que tentaram a reeleição ficaram distantes da possibilidade de sucesso nas urnas: Marcelo Félix (Avante), que foi o 2º mais votado em 2016, com 639 votos, agora não passou de 122, uma queda de 81%; Nininha Rozilene (Avante) – de 393 votos em 2016, caiu para 301 neste domingo; Valdemar Dentista (Avante) – de 376 para 261; e Aranha Ruas (Cidadania) – 380 para 131.

 

Na disputa de quatro anos atrás, Sidnei e Elienis obtiveram, respectivamente, 738 (o mais votado) e 558 votos.

 

Sete vereadores não concorreram: o atual presidente da Câmara, Solon Ferreira (Patriota), não se candidatou, o mesmo ocorrendo com Rufino Caires e Carlos Lucas, ambos do Avante. Os vereadores Gilson Coleta (PROS) e Edson Mandela (PSD) candidataram-se a prefeito; e Alemão (Solidariedade) e Suzi (Rede) concorreram a vice-prefeito. Gilson e Alemão formaram a chapa vencedora da eleição majoritária.

 

 

NANUQUE DÁ VITÓRIA A GILSON COLETA PREFEITO COM 37,28% DOS VOTOS

 

Diferença sobre Nide, segundo colocado, foi de 1.530 votos; prefeito Roberto ficou com 15%

 

Gilson e Alemão: prefeito e vice eleitos 


Com 6.942 votos, correspondendo a 37,28% dos votos apurados, a chapa formada por Gilson Coleta Barbosa (PROS) e Gilmar Santos Pereira, o Alemão (Solidariedade), sagrou-se vencedora das eleições para prefeito de Nanuque neste domingo (15).

 

Gilson emplacou uma diferença de 1.530 votos sobre o segundo colocado, o ex-prefeito Nide Alves de Brito (DEM), que obteve 5.412 (29,06%).

 

O atual prefeito Roberto de Jesus (Avante), que tentava a reeleição, ficou em terceiro com 2.828 (15,19%). Na sequência, a votação foi a seguinte:

 

Gleusa Ramos (Cidadania) – 930 votos (4,99%);

Jorginho Miranda (PMN) – 885 (4,75%);

Edson Mandela (PSD) – 820 (4,40%);

Pastor Gerson (PT) – 446 (2,40%); e

Teodoro Saraiva Neto (PRTB) – 358 (1,92%).

 

ALTA ABSTENÇÃO - Nestas eleições, 29.715 eleitores encontravam-se em situação regular para o voto, mas somente 18.621 votos foram dados aos oito concorrentes, além de 525 votos em branco e 949 votos nulos. O total de abstenções chegou a 9.620 eleitores que não compareceram às urnas neste domingo (32,37%).

 

VEREADORES ELEITOS

 

1.    Deda (DEM) - 583 votos

2.    Zezinho Medina (Podemos) - 547

3.    Sidnei do Frisa (Cidadania) - 516

4.    Gigi (Avante) - 476

5.    Elson Lima (PT) – 458

6.    Elienis Mulher de Gordinho (DEM) - 408

7.    Sargento Frank Garcia (Avante) - 398

8.    Lot Ignacio Jr. (Solidariedade) - 383

9.    Djalma Moreira (Solidariedade) - 344

10. Pastor Bruno Salomão (PROS) - 335

11. Fabim do Zarur (Cidadania) – 315

12. Geú (Podemos) – 306

13. José Osvaldo (PROS) – 270.