101 anos: parabéns!!!
Ex-professora do Américo Machado, lembrada até hoje em Nanuque, uma trajetória que atravessa gerações com lucidez, amor à família e paixão pelo crochê
No último dia 3 de maio, a história ganhou mais um capítulo dourado. Valda Santa Cruz Moreira Magalhães, carinhosamente conhecida como D. Valda, celebrou a marca impressionante de 101 anos de vida.
Nascida em Condeúba, região sudoeste da Bahia, em 1925, ela é o retrato vivo de uma trajetória pautada pela dedicação ao ensino, à família e às artes manuais.
Para a comunidade de Nanuque, o nome de D. Valda evoca memórias de uma época de ouro. Residente na cidade entre 1959 e 1979, ela deixou uma marca indelével na educação local como professora no Grupo Escolar Américo Machado. Ali, alfabetizou e formou cidadãos até sua aposentadoria em 1974, sendo lembrada até hoje por sua postura ética e carinho com os alunos.
Exemplo de União e Resiliência
Ao lado de seu saudoso esposo, Álvaro S. Magalhães — o conhecido "Álvaro Eletricista", que atuou na Estrada de Ferro Bahia-Minas e na Bralanda —, D. Valda construiu um legado familiar robusto.
Juntos, criaram nove filhos, todos educados com os valores de união e integridade que o casal sempre professou durante as duas décadas em que viveram no Vale do Mucuri.
As amizades cultivadas em Nanuque permanecem vivas, entre os poucos contemporâneos que se mantêm vivos, juntamente com seus pósteros, mesmo após tantos anos de sua mudança para Belo Horizonte, entre final dos anos 70 e início dos 80.
Lucidez e agulhas em movimento
Residindo em Belo Horizonte até hoje com sua filha Rosane — que herdou seu veio artístico —, D. Valda surpreende a todos pela lucidez e vigor.
Longe de se entregar ao tempo, ela ocupa suas horas com sua grande paixão: o crochê. Com mãos que outrora seguraram o giz para ensinar, hoje ela entrelaça fios com a precisão de quem entende que a vida, assim como o artesanato, é feita de paciência e beleza.
Chegar aos 101 anos com tamanha vivacidade é um presente não apenas para seus familiares, mas para todos que veem nela um exemplo de como envelhecer com dignidade, propósito e, acima de tudo, muito amor.









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