quinta-feira, 28 de março de 2019

MORRE O PROF. MOACIR NAVARRO BORGES



Foi no domingo passado (24/3) que recebemos a notícia da morte de Moacir Navarro Borges, aos 80 anos, em Belo Horizonte, vítima de câncer no fígado. Moacir foi professor nas redes pública e particular de Nanuque durante muitos anos.

Moacir nasceu dia 5 de fevereiro de 1939 na Fazenda Patioba, município de Mucuri/BA, de onde saiu para estudar o “Primário” e “Ginasial” (ensino fundamental) e “Colegial” (ensino médio). Em seguida, mudou-se para a cidade de Viçosa/MG, onde concluiu o curso superior de Matemática e, depois, de Química.

Em Viçosa, conheceu Ana Maria Abranches, com quem se casou e teve cinco filhos: Maria Luiza, Moacir, Rodrigo e os gêmeos Carlos e Rosiane. A família cresceu com a chegada de quatro netos.

Era o primogênito entre 11 irmãos. Entre 1973 e 1976, no segundo mandato de Geraldo da Conceição Romano, quando um dos secretários era Paulo Américo Navarro Borges, Nanuque tinha enorme carência de professores na área das Ciências Exatas. Moacir foi orientado a enviar currículo profissional e acabou sendo contratado para trabalhar no Município. Lecionou na Escola Estadual Antonio Batista da Mota, o Polivalente, onde também foi diretor, e no Colégio Santo Antonio, além de outras escolas.

Com o irmão Pedro

> Agradecemos a Pedro Gazzinelli Borges, responsável pelas informações.


Homenagem dos filhos

Ah, esse guerreiro que amamos tanto, uma homenagem vamos declarar.

Pai Moacir superou todos os seus limites e também suas virtudes. Venceu e encarou todas as suas dificuldades. Esse guerreiro com jeito de menino, pra nossa vida, sempre foi atento. Com o nosso mestre, amigo, conselheiro e protetor, aprendemos muito com suas histórias e lições de vida.

Pai que amamos de coração, conhecemos teu silêncio, teu jeito de ser sério que, no fundinho, era um pai brincalhão. Homem de fé, generoso, trabalhador, humilde, honesto entre muitas virtudes nos ensinou o melhor caminho para a vida e a nunca desistir dos nossos objetivos.

Ensinou-nos o que é o amor e a amar, o respeito e a respeitar, o cuidado e a cuidar. Agradecemos, pai, por todas palavras de esperança e sonhos.

Seremos gratos eternamente por ser o nosso pai Moacir. Te amamos eternamente.

Os seus filhos


sábado, 23 de março de 2019

CANTOR NANUQUENSE QUE VIVE NOS EUA FAZ CRÍTICAS PESADAS AO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO E SEU FILHO EDUARDO


Palavras de Medina:

- Dois idiotas, dois patetas;
- Foram soltar um pum e acabaram cagando pela boca;
- Vai te lascar, ô filho de uma égua!

Medina: decepcionado com o presidente da República brasileiro Jair Bolsonaro e o seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal

Dentro de um carro, parado em alguma rua dos EUA, o nanuquense Carlos Marques Ferreira, que se apresenta como Carlos Medina Singer e ganha a vida como cantor, gravou um vídeo e postou no Youtube, com críticas pesadas ao presidente da República Jair Bolsonaro e ao seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado.

Aos 50 anos, Medina retornou à América do Norte no início do ano passado.

Não poupou críticas às duas autoridades brasileiras que visitaram os Estados Unidos na semana passada

Veja o vídeo:




quinta-feira, 21 de março de 2019

ROBERVAL, 60 ANOS, EX-PEDREIRO EM NANUQUE, HOJE É MORADOR DE RUA EM BELO HORIZONTE

Solidão, doenças e cansaço 
agravam drama de idosos que 
moram nas ruas de BH

MATÉRIA TRANSCRITA DO JORNAL HOJE EM DIA (BELO HORIZONTE)

A chegada à terceira idade pode impor cuidados especiais à saúde física e mental de qualquer pessoa com moradia fixa e estabilidade financeira. Mas para os idosos em situação de rua esse momento é ainda mais comprometedor. Não bastasse o cansaço físico, acumulado após anos de trabalho pesado, o convívio com a solidão pode trazer danos psicológicos profundos a essa população. 
O sexagenário Antônio Fernandes que o diga. Morando há dois anos embaixo de uma passarela de acesso à Estação São Gabriel, região Nordeste de Belo Horizonte, ele toma antidepressivos diariamente. Além disso, enfrenta crises frequentes de dor no ombro esquerdo, fruto de uma bursite que nunca foi devidamente tratada.
O senhor que durante toda a juventude trabalhou na construção civil sobrevive, hoje, com o auxílio de R$ 91 por mês do programa Bolsa Família e com o dinheiro da venda de materiais recicláveis. 
Ele não está sozinho. Mesmo sem um mapeamento oficial, a presença de idosos sob marquises e viadutos de Belo Horizonte é evidente e pode ser comprovada em todas as regionais visitadas pela reportagem do Hoje em Dia. 
Pai de quatro filhos, todos moradores do bairro 1º de Maio, Antônio conta que a relação com a família foi se deteriorando ao longo dos anos, apesar de ainda encontrar os parentes esporadicamente. 
Desanimado e com olhar cabisbaixo, ele conta que não sonha com “outra vida” e o único problema que gostaria de mudar é o consumo excessivo de álcool. “A gente aqui bebe mesmo”, admite. “Mas droga a gente não usa”, ressalta Antônio. 
Abusos
O alcoolismo também foi crucial para a chegada de Roberval Alves de Barros, de 60 anos, às ruas. Vindo de Nanuque, no Vale do Mucuri, o ex-pedreiro que começou a beber com 11 anos mora em um lote repleto de mato, na orla da Lagoa da Pampulha, e conta que passa a maior parte do dia embriagado.
Olhos da rua
Sempre na companhia de “Pirata”, o ex-pedreiro Roberval Alves de Barros, de 60 anos, não se levanta do colchão sequer para buscar comida
Apesar de dividir o espaço com outros moradores em situação de rua, ele relata que a maior companhia é Pirata, um vira-lata com quem Roberto troca afagos o tempo inteiro, enquanto relembra com tristeza a própria trajetória.
“Eu sei que o melhor seria parar de beber e voltar pra minha casa. Eu só não consegui fazer isso ainda. Na rua, a gente nem sempre decide tudo”
Roberval Alves de Barros
A prostração é tanta que o morador afirma não se levantar do colchão nem sequer para buscar alimento. “Só almoço quando alguém passa aqui e deixa um marmitex ou uma sopa”, conta. 
Vulnerabilidade
Professora do curso de psicologia da PUC Minas, Maristela Costa de Andrade é coordenadora de uma pesquisa sobre envelhecentes e idosos em situação de rua na capital. 
Ela explica que as características desse grupo tornam a abordagem e a realização de ações específicas ainda mais complexas. 
“Eu não esperava envelhecer na rua. Meu sonho era ter um lugar limpo pra morar. O problema é que a vida não é fácil e falta muita solidariedade no mundo, principalmente entre os poderosos”
Antônio Fernandes
“É uma população onde há grande ocorrência de doenças nos pés, já que eles caminham muito descalços, e há presença forte de patologias como a tuberculose porque estão muito expostos”, cita Maristela.
A pesquisadora explica ainda que, na rua, mesmo os moradores que não chegaram aos 60 anos já têm características de idosos. “Isso sem falar nos problemas mentais, que são comuns e se agravam com o abuso de substâncias como o álcool”, conclui.
Estatuto garante proteção à terceira idade, mas lei é desrespeitada 
O ex-frentista Gilson José dos Santos, de 60 anos, já saiu e voltou para as ruas tantas vezes que não se lembra mais da primeira delas. Há um ano morando embaixo do viaduto Francisco Sales, região Leste da capital, ele tira seu sustento da reciclagem, como centenas de pessoas em situação de rua. 
Olhos da rua
O ex-frentista Gilson José dos Santos conta que mesmos os mais velhos são vítimas de crueldade nas ruas 
Sozinho, Gilson conta que sente saudades dos quatro filhos e cinco netos, mas os atritos o impedem de tentar uma reaproxi-mação da família. Na rua, avisa, se manter são e seguro é um desafio constante. “Mesmo sendo mais velho somos alvos de muita crueldade. Se não vigiar, a gente enlouquece mesmo”, diz.
Proteção
A realidade da terceira idade, no entanto, deveria ser bem diferente. É o que afirma a professora do curso de Direito da faculdade Milton Campos, Dinorá Carla de Oliveira, ex-integrante do Conselho Municipal do Idoso de Belo Horizonte. 
Ela afirma que o Estatuto do Idoso determina proteção especial a esse público e que até as possíveis ameaças aos direitos devem ser combatidas pela sociedade. “O problema é que nessa situação, a maioria deles nem sabe que existe a lei”, destaca.
A resistência dos idosos em situação de rua às equipes de abordagem também é um dificultador, diz Dinorá. “Eles não acreditam nas leis, porque já sofreram tanto e por um período tão longo que simplesmente não têm mais expectativa de melhoria”, afirma.
“Estamos em tratativas com a prefeitura e com o Ministério Público para a criação de um convênio que vai priorizar o suporte a esses idosos em situação de rua”
Dinorá Carla de Oliveira
advogada
A Secretária Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares, explica que a diversidade de perfis dentro da população em situação de rua exige atendimentos diferentes.
Segundo ela, a tendência é que as unidades de saúde se organizem para que todas tenham capacidade de atender à demanda desse público. Hoje, o Centro Carlos Chagas é referência na capital. 
“Esse esforço tem sido feito para atender moradores com doenças como tuberculose, HIV, e principalmente gestantes e puérperas. Mas todos estão no nosso radar”, diz. 




EMPRESA TERÁ QUE INDENIZAR VIÚVA DE MOTORISTA ATINGIDO POR TORA DE EUCALIPTO EM MINAS: R$ 274 MIL


Motorista autônomo carregava caminhão quando foi atingido pelo pedaço de madeira. Para juíza de Teófilo Otoni, 'a ré priorizava o capital e o lucro, em detrimento da vida'

Tora de eucalipto atingiu caminhão e motorista foi ferido na cabeça (foto: Luiz Ribeiro/EM/D. A Press - 22/07/2014)

A Justiça do Trabalho de Teófilo Otoni condenou uma empresa do ramo de papel e celulose a indenizar em R$ 274 mil (por danos morais e materiais) a viúva de um motorista autônomo e que morreu, aos 50 anos, enquanto prestava serviço à empresa. Ele carregava um caminhão em uma fazenda quando foi atingido por uma tora de eucalipto.

Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a madeira caiu sobre o veículo e atingiu o homem na cabeça. Ele morreu no local. Apesar de não haver vínculo de emprego, a Justiça reconheceu a responsabilidade da empresa pelo dano por considerar que ela era responsável por oferecer as condições de segurança para execução dos serviços que contratou.

Para a juíza Juliana Campos Ferro Lage, titular da Vara do Trabalho de Teófilo Otoni, “quem contrata um prestador de serviços deve zelar por um ambiente de trabalho seguro, minimizando os riscos relativos ao trabalho, em atenção às normas de saúde, higiene e segurança. No caso, ficou demonstrado que a empresa era responsável pelo carregamento dos caminhões com as toras de eucalipto, embora a fazenda não fosse de sua propriedade. As provas deixaram claro que a empresa não assegurou ao motorista um ambiente de trabalho seguro, descumprindo dever legal”, informou o Tribunal.

Uma testemunha informou que os próprios motoristas eram responsáveis por passar a cinta de segurança para proteger a madeira, sem usar qualquer Equipamento de Proteção Individual (EPI). Eles também não tinham visibilidade total da carga por causa da altura. Essa pessoa disse, ainda, que as madeiras costumavam fica mal colocadas e ocorriam acidentes. Além disso, a testemunha disse não ter recebido treinamento para apertar a cinta, e era a empresa quem determinava que isso fosse feito pelos motoristas da transportadora para que a carga saísse rápido.

A juíza concluiu que “a ré priorizava o capital e o lucro, em detrimento da vida”. No entendimento de Juliana Campos, a rapidez exigida para carregar os caminhões levava à arrumação perigosa da carga, bem como à amarração por pessoas não  treinadas e sem qualquer segurança.

Considerando a condição de dependente da viúva em relação ao motorista, a magistrada condenou a empresa a pagar R$144.082,00 por danos materiais, valor que deve ser quitado em parcela única, e R$ 130 mil por danos morais. Conforme o TRT, já está tramitando um recurso contra a decisão. (Matéria transcrita do jornal Estado de Minas)

quarta-feira, 20 de março de 2019

PPS VAI MUDAR DE NOME NO PRÓXIMO SÁBADO


Na presidência da legenda em Nanuque, Gleusa Ramos vai confirmar data de reunião com filiados para analisar cenário político

Gleusa: novo nome e eleições 2020 na pauta

Depois de 27 anos da sua fundação, o PPS (Partido Popular Socialista) vai mudar de nome neste sábado (23), durante congresso nacional extraordinário que acontece em Brasília. O nome mais cotado para substituir é Cidadania, embora Liberdade também apareça como opção.

Segundo a presidente local da legenda, empresária Gleusa Ramos, “o novo cenário sociopolítico vivenciado no país por inteiro e, naturalmente, nos municípios, impõe uma reavaliação dos rumos que os partidos tomarão daqui por diante”. Ela confirmou para breve a convocação de uma reunião com filiados e simpatizantes.

Roberto Freire, Gleusa e prof. Tim, ex-presidente da legenda (foto-arquivo)

Roberto Freire, presidente nacional, define: “É necessária a mudança porque o mundo mudou, não podemos ficar presos a certos paradigmas. É uma construção coletiva na sociedade brasileira, aberta a quem se identifique com a política democrática, humanista e reformista que se afirmará nessa nova formação política."

HISTÓRIA

Nota oficial do partido explica que é hora de se inaugurar uma forma diferente e inovadora de ver e de fazer a política, integrada aos novos tempos e inserida nessa revolução tecnológica que transforma continuamente a sociedade.

Em linhas gerais, essa nova formatação partidária se propõe a trilhar um caminho propositivo, reformador e equidistante da atual polarização entre a velha esquerda e essa "nova" direita - que de nova não tem absolutamente nada. Reafirma seus compromissos com a cidadania, a liberdade, o humanismo, a diversidade, a sustentabilidade, o estado democrático de direito e os princípios republicanos.


Sugestões da nova logomarca

ELEIÇÕES 2020

Como força política sempre ativa na história das eleições de Nanuque, o partido começará a discutir, também, a conjuntura eleitoral de 2020, quando a legenda rebatizada deverá apresentar candidato próprio a prefeito e concorrentes às 13 vagas na Câmara Municipal.

domingo, 10 de março de 2019

COM AERONAVES, PM SALVA A VIDA DE DOIS BEBÊS


Uma bebezinha nasceu em Nanuque e precisou ser levada às pressas para Governador Valadares

Bebês com um dia de vida precisaram ser transportados de avião às pressas para receber cuidados médicos (foto PMMG/Divulgação)

Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a Polícia Militar de Minas Gerais (PM) realizou, na madrugada deste domingo (10), uma operação delicada para salvar a vida de dois bebês nascidos com problema de saúde.

Duas equipes de pilotos da PM e dois aviões modelo King Air C90 foram preparados para prestar o apoio médico.

No primeiro caso, uma bebê nascida em Nanuque precisou ser transportada para Governador Valadares, devido à necessidade da realização de uma transfusão de sangue. Após voo de uma hora na aeronave Pégasus 16, a criança foi encaminhada ao hospital, acompanhada pelos pais, e recebeu o atendimento adequado por volta de 20h15.

Na segunda ocorrência, um bebê nascido prematuro em Medina precisou ser transportado às pressas até Diamantina, para receber os cuidados intensivos necessários. Devido à necessidade de atender a criança ainda durante o voo, a tripulação da aeronave Pégasus 12 recebeu o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em ambos os casos, os bebês atendidos não correm risco de morrer e passam bem. (Fonte: jornal Hoje em Dia, de BH, texto de Lucas Simões)