quarta-feira, 3 de julho de 2019

Série: “QUEM VAI SER PREFEITO DE NANUQUE?” (parte 5)


20 anos depois de receber a maior votação de prefeito da história do Município, Jorge Miranda manifesta intenção de voltar e já tem até slogan


Nas eleições de 2000, o corretor de imóveis Jorge Luiz Miranda tinha 48 anos de idade quando obteve a maior votação já recebida por um prefeito na história de Nanuque: 13.142 votos, o que, na época, correspondeu a 58,2% do total apurado nas urnas. Concorreram com ele o então ex-prefeito Teodoro Saraiva Neto (5.130 votos) e Rubem Barbosa, que era prefeito e tentava a reeleição (4.277 votos).

Só para se ter uma ideia do seu desempenho, a soma do segundo e terceiro colocados totalizou 9.407 votos. Jorge ainda ostentou uma vantagem de 3.735 votos. Foi uma vitória esmagadora.

Foto do perfil do WhatsApp
Para a disputa do próximo ano, 20 anos depois, Jorge, hoje com 67 anos, já admite e afirma que vai voltar ao cenário político. Conversando ao celular na manhã desta quarta-feira (3/7), afirmou: “Hoje me sinto um homem amadurecido, consciente do que é gestão pública e com vontade de fazer um governo de verdade em Nanuque, de cuidar bem da cidade, de pagar os servidores em dia. Quero ser candidato a prefeito, sim”.

Sem dar mais detalhes a respeito de filiação partidária, estratégias de pré-campanha, grupos de apoio, aliados etc., Jorge disse que está de viagem marcada para Belo Horizonte, onde irá resolver alguns assuntos relativos à sua situação no âmbito eleitoral. “Quando eu retornar, darei mais informações”.

A Lagoa dos Namorados é motivo de orgulho para Jorge

Mesmo assim, Jorge já disse que, ano que vem, assim que o seu nome estiver confirmado na convenção partidária como candidato a prefeito, já tem slogan pronto: “Nunca se fez tanto em tão pouco tempo.”

Como prefeito, Jorge governou de 1º de janeiro de 2001 a 29 de março de 2003, pouco mais de dois anos, quando teve seu mandato cassado. No curto espaço, ele dá ênfase à construção da Lagoa dos Namorados, um dos principais cartões de visita da cidade, e obras de infraestrutura.

Antes de ser eleito prefeito em 2000, Jorge foi vice-prefeito no governo de Teodoro Saraiva (1993-1996) e candidato a prefeito em 1996, quando recebeu 9.679 votos, mas perdeu a disputa para Rubem Barbosa, o Rubão, vencedor com 11.288.

Continua na parte 6, em breve.


 PROF. ADEMIR RODRIGUES DE OLIVEIRA JUNIOR

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Série: “QUEM VAI SER PREFEITO DE NANUQUE?” (parte 4)

Mandela pode surgir como o “fato novo” nas eleições do próximo ano


Em toda eleição municipal, tem sido comum o surgimento do chamado “fato novo”. E talvez exatamente por se tratar de “novos”, esses “fatos” costumam, de fato, dar certo. 

Pelo menos para ganhar a eleição, o “fato novo” alcança êxito nas campanhas. E tem muita gente apostando que "vai dar zebra, vai dar Mandela!"

Em um balanço de pouco mais de 20 anos atrás até aqui, os números abençoam. Em 1996, Rubem Messias Barbosa, o Rubão, que era o “fato novo” da época, ganhou a disputa. Em 2000, foi a vez de Jorge Miranda encarnar o “novo” e ganhar a peleja das urnas.

Passaram-se as eleições de 2004 (vitória de Armando Rodrigues Gomes) e 2008 (terceiro mandato de Nide Alves de Brito) para que um novo “fato novo” emplacasse com sucesso Ramon Ferraz Miranda prefeito em 2012 e, logo na sequência, Roberto de Jesus, em 2016.

Hoje, faltando exatamente um ano e três meses para a próxima campanha de prefeito, a bandeira do tal “fato novo” tem sacudido sobre a figura de um vereador que está em seu primeiro mandato – Edson Fernandes dos Santos, o Mandela, eleito com 294 votos pelo PRB.

Desde o início do mandato, Mandela exercitou um estilo diferente de ser vereador ao começar a fazer, no próprio braço, ações como poda de árvores, capina e limpeza de ruas etc. Na Câmara, religiosamente em todas as reuniões, detona críticas pesadas contra o prefeito e até contra alguns colegas. Não poupa palavras, não escolhe adjetivos e não se preocupa em materializar o estilo brutal.

A eleição do presidente Jair Bolsonaro, que também conquistou a simpatia do eleitorado pela forma truculenta com que trata determinadas questões do dia a dia, colabora para a ascensão de Mandela como virtual pré-candidato a prefeito, aos 44 anos de idade.

Quando perguntado a respeito da possibilidade de subir um degrau na escadaria política, Mandela admite que sim e demonstra fôlego, otimismo e fé.

No cenário político, sabe-se que alguns dirigentes de partidos, em nível estadual e municipal, têm convidado Mandela para filiar em suas legendas com a principal finalidade de construir em torno dele uma candidatura de prefeito em 2020.

É uma longa estrada até o dia 4 de outubro do próximo ano. Antes, ainda tem o período das convenções partidárias para a escolha dos candidatos, entre 20 de julho e 5 de agosto. O que não se pode é descartar que outro “fato novo” venha a explodir nas urnas e apontar o nome de quem vai dirigir a cidade nos quatro anos seguintes.

Continua na parte 5, em breve.



PROF. ADEMIR RODRIGUES DE OLIVEIRA JUNIOR

ALEMÃO DIZ QUE VOTA CONTRA PROIBIÇÃO DE VELÓRIOS NA CÂMARA


Vereador insiste na necessidade da construção de uma capela mortuária municipal

Alemão: contra a proibição

“O meu voto é contra e ponto final.” Este é o posicionamento do vereador Gilmar “Alemão” dos Santos Pereira (Solidariedade) com relação à proposta contida na Emenda nº 002/2019, que altera o Regimento Interno da Câmara, proibindo o uso do plenário para a realização de velórios.

“Em fevereiro deste ano, defendi aqui na Câmara a necessidade de construção de uma capela mortuária municipal, para que a comunidade possa ter um local adequado ao velório dos seus entes queridos. Não justifica querer acabar de uma hora pra outra com um costume que já virou tradição”, comentou Alemão.

Indicação apresentada em fevereiro deste ano na Câmara

Muitas cidades têm capelas mortuárias em pleno funcionamento, com estrutura adequada que inclui espaço para o velório propriamente dito, sanitários, cozinha, bebedouro etc. “Não havendo uma proibição legal, devidamente justificada, não vejo o porquê de se proibir velório na Câmara”, acrescentou o vereador.


VELÓRIO PERMITIDO SÓ PARA A CLASSE POLÍTICA

O documento, que tem assinatura encabeçada pelo presidente Solon Ferreira da Rocha Filho (MDB), propõe alteração do artigo 130 do Regimento Interno da Câmara, em seu parágrafo 2º, que passaria a ter a seguinte redação: “Somente será permitida a cessão de uso do plenário da Câmara Municipal de Nanuque para a realização de velórios de prefeito, vice-prefeito, vereador, ex-prefeito, ex-vice-prefeito e ex-vereador”.

A emenda já foi apresentada e poderá ser submetida a votação na reunião de hoje. Outros acreditam que será retirada de pauta.

A indicação nº 33/2019, apresentada em 25 de fevereiro deste ano, foi em parceria com o vereador Gilson Coleta Barbosa (PROS). A vereadora Rozilene Ramos Almeida (PSDB) também assinou.



NANUQUE VAI RECEBER DOIS PROFISSIONAIS DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS EM JULHO



Nanuque está entre os 120 municípios mineiros considerados vulneráveis, que vão receber profissionais do programa Mais Médicos a partir de julho. A lista das cidades contempladas foi divulgada semana passada no Diário Oficial da União. 

Segundo o Ministério da Saúde, o Estado contará com 163 novos médicos. Dois novos profissionais passarão a atuar na rede pública de saúde a partir deste mês de julho em Nanuque.

No Brasil, 1.975 profissionais foram selecionados para atuar na Atenção Primária das unidades de saúde de mais de mil municípios de todos os estados. De acordo com o governo federal, os médicos serão responsáveis pelos atendimentos de seis milhões de pessoas que vivem em cidades carentes do país, incluindo áreas ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.

Cronograma

Os aprovados têm entre 19 e 21 de junho para acessar o termo de adesão e incluir os arquivos solicitados pelo sistema. Segundo o cronograma do programa, entre 24 e 28 de junho esses médicos precisam comparecer pessoalmente ao município onde foram selecionados. Depois da validação da vaga, eles começam os atendimentos imediatamente. O profissional selecionado que não cumprir esses prazos perderá a vaga.

sábado, 29 de junho de 2019

FIM DE VELÓRIOS NA CÂMARA DE NANUQUE GERA REVOLTA


Proposta é restringir a utilização do plenário apenas para a classe política


Está repercutindo bastante nas redes sociais, neste fim de semana, a Emenda nº 002/2019, que altera o Regimento Interno da Câmara, proibindo o uso do plenário para a realização de velórios.

De acordo com o documento, que tem assinatura encabeçada pelo presidente Solon Ferreira da Rocha Filho (MDB), o artigo 130 do Regimento Interno da Câmara, em seu parágrafo 2º, passaria a ter a seguinte redação: “Somente será permitida a cessão de uso do plenário da Câmara Municipal de Nanuque para a realização de velórios de prefeito, vice-prefeito, vereador, ex-prefeito, ex-vice-prefeito e ex-vereador”.

TRADIÇÃO, USOS E COSTUMES


Como Nanuque não possui um espaço público que poderia ser utilizado como capela-mortuária, a reação negativa foi imediata. Alguém comentou: “Se é a Casa do Povo, por que proibir a última homenagem a quem é do povo?”

Outro comentário foi mais incisivo: “Quer dizer que só político é que tem direito?”

E teve até quem desafiasse: “Quero ver quem é o vereador que vai ter coragem de votar numa palhaçada dessas. Isso é um absurdo!”.

Pela tradição, usos e costumes, há mais de 30 anos que o plenário da Câmara é comumente requisitado para o velório de pessoas que residem em Nanuque, independentemente de classe social, profissão, escolaridade etc.

O documento deverá ser submetido à discussão e votação nas próximas sessões da Câmara, ainda em julho.


Série: “QUEM VAI SER PREFEITO DE NANUQUE?” (parte 3)


Junior Miranda admite a condição de pré-candidato dentro do PT


O representante comercial Orlandi Oliveira Miranda Junior, de 43 anos, nas eleições de 2016 foi candidato a prefeito de Nanuque pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Embora tenha sido o último colocado na disputa, com 440 votos (2,14% dos votos válidos apurados), mostra-se animado para 2020.

Conversando com ele durante a semana, Junior Miranda deixou bem claro que o PT vai lançar candidato próprio a prefeito. E comentou: “Dentro do partido, toda construção tem que ser fruto de uma discussão coletiva. Se houver um consenso que aponte meu nome para esse fim, não enxergo dificuldades para avançar”. 

Admite que a legenda conta com “outros nomes que também representam muito bem, com plenas condições para cuidar do Executivo Municipal”, nas palavras dele.

Sobre o governo do atual prefeito Roberto de Jesus, foi breve: “Aquém do que esperava.”

Na busca do perfil ideal para uma candidatura capaz de conquistar a confiança do eleitor, Junior explica: “É preciso buscar um equilíbrio no orçamento que garanta o cumprimento das obrigações, priorizando salário do funcionalismo e fornecedores. A saúde e educação precisam de investimentos para entregar a população um serviço de qualidade.”

Historicamente, o PT participa do processo eleitoral de Nanuque desde 1982, quando era um partido recém-fundado. Seja com candidato próprio ou fazendo parte de coligação com várias outras legendas, de esquerda, direita, centro etc e tal, talvez o melhor momento petista tenha sido em 2012, quando elegeu a professora e líder sindical Alba Lima como vice-prefeita na chapa encabeçada pelo odontólogo Ramon Ferraz Miranda, que foi candidato pelo PSL.

Uma curiosidade: justamente o PSL foi o partido que abrigou Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República, tornando-se inimigo nº 1 do PT. Coisas da política.

Se em 2016 tivemos sete candidatos a prefeito em Nanuque, pelo menos por enquanto as sinalizações para 2020 estão na mesma faixa numérica, podendo até ampliar para oito, nove, dez...

Continua na parte 4, em breve.


PROF. ADEMIR RODRIGUES DE OLIVEIRA JUNIOR




quarta-feira, 26 de junho de 2019

SERRA DOS AIMORÉS: PEREIRA DA VIOLA FAZ SHOW EM PRAÇA PÚBLICA PARA MOSTRAR NOVO CD



Apresentação será no próximo sábado (29) na Avenida São Francisco, centro da cidade, a partir das 21 horas


"Novos Caminhos" é o título do novo álbum do cantor, instrumentista e compositor Pereira da Viola, seu sétimo trabalho de inéditas. Parte do repertório do disco, lançado ano passado, e tantas outras músicas de seus discos anteriores compõem o  show que o artista fará no próximo sábado (29), às 21 horas, na Avenida São Francisco, centro da vizinha cidade de Serra dos Aimorés.

Capa do CD

A respeito do CD, o próprio artista comentou: "É uma viagem reflexiva para dentro de mim mesmo. Um disco introspectivo, que dialoga com o silêncio e com a afetividade”. Gravado no formato voz e viola, o álbum intimista marca uma nova etapa da carreira do artista mineiro que já morou em Serra dos Aimorés e transitou bastante pelas ruas de Nanuque na década de 1980, quando começou a se apresentar.


Por se tratar de uma apresentação em praça pública, com apoio do Governo de Minas, o show é gratuito.