Visita do deputado federal segundo mais votado na cidade atraiu gente até de municípios vizinhos, só que a multidão não virou voto no 2º turno; Nikolas não colou
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No primeiro turno, Flávio fez 48,54% (9.501 votos), contra 46,87% (9.175) de Lula, uma vantagem de 326 votos. No segundo, o cenário virou: Lula teve 51,33% (10.587 votos), e Flávio, 48,67% (10.037). O petista venceu por 550 votos, o que representa uma virada de 876 votos de um turno para o outro.
O que a visita mudou nos números
Pouca coisa. Entre um turno e outro, Flávio ganhou 536 votos em Nanuque, e o percentual dele praticamente não saiu do lugar: foi de 48,54% para 48,67%, uma alta de 0,13 ponto. Já Lula somou 1.412 votos e cresceu 4,46 pontos percentuais.
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Nikolas sacudiu, foi carregado nos ombros e até rezou, mas as urnas não entraram na dança
Teve de tudo na visita: o deputado sacudiu, foi carregado nos braços por bolsonaristas e ainda rezou o Pai Nosso. Só faltou combinar com as urnas. No dia da apuração, Nanuque deixou claro que, para virar voto, não bastava agitação, carona nos ombros e oração: Flávio foi de uma vantagem de 326 votos no primeiro turno para uma derrota por 550 no segundo. Em português claro, a multidão se divertiu, a cidade viu o espetáculo e o eleitor, de cabeça fria, fez a conta e votou do jeito que já ia votar.
Análise: a conta que não fechou
A visita de um deputado com tanta força eleitoral na cidade criava uma expectativa natural entre os bolsonaristas: a de que a mobilização nas ruas se transformasse em votos novos e ajudasse a segurar o resultado positivo e até aumentar. Era uma aposta compreensível, já que o público apareceu em peso.
O problema é que gente na rua nem sempre significa voto a mais. Pelos números, o evento parece ter animado quem já estava com Flávio, mas não mexeu com o eleitor que ainda estava em dúvida ou que tinha votado em outros candidatos no primeiro turno.
E foi esse eleitor que fez a diferença: com a disputa reduzida a dois nomes, a maior parte do voto que estava espalhado migrou para Lula, e o crescimento dele foi quase três vezes o de Flávio em votos.
Em resumo, a visita lotou a cidade, mas não lotou as urnas. Nanuque mostrou que, na hora de decidir, o eleitor olha para além do palanque, e a expectativa de virar o jogo com a presença de Nikolas não se confirmou.
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