segunda-feira, 26 de outubro de 2026

NIKOLAS LOTOU CENTRO DE NANUQUE, MAS FLÁVIO PERDE NO 2º TURNO POR MAIS VOTOS DO QUE GANHOU NO 1º

Visita do deputado federal segundo mais votado na cidade atraiu gente até de municípios vizinhos, só que a multidão não virou voto no 2º turno; Nikolas não colou


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Teve gente, teve movimento, teve até visitante de cidades vizinhas. Mas na hora de contar os votos, a passagem do deputado Nikolas Ferreira (PL) por Nanuque, no dia 16/10, não mudou o rumo da eleição. Flávio Bolsonaro (PL) venceu o primeiro turno por aqui e perdeu o segundo, e com uma diferença maior do que a que tinha aberto antes.


No primeiro turno, Flávio fez 48,54% (9.501 votos), contra 46,87% (9.175) de Lula, uma vantagem de 326 votos. No segundo, o cenário virou: Lula teve 51,33% (10.587 votos), e Flávio, 48,67% (10.037). O petista venceu por 550 votos, o que representa uma virada de 876 votos de um turno para o outro.


O que a visita mudou nos números


Pouca coisa. Entre um turno e outro, Flávio ganhou 536 votos em Nanuque, e o percentual dele praticamente não saiu do lugar: foi de 48,54% para 48,67%, uma alta de 0,13 ponto. Já Lula somou 1.412 votos e cresceu 4,46 pontos percentuais.


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Nikolas sacudiu, foi carregado nos ombros e até rezou, mas as urnas não entraram na dança


Teve de tudo na visita: o deputado sacudiu, foi carregado nos braços por bolsonaristas e ainda rezou o Pai Nosso. Só faltou combinar com as urnas. No dia da apuração, Nanuque deixou claro que, para virar voto, não bastava agitação, carona nos ombros e oração: Flávio foi de uma vantagem de 326 votos no primeiro turno para uma derrota por 550 no segundo. Em português claro, a multidão se divertiu, a cidade viu o espetáculo e o eleitor, de cabeça fria, fez a conta e votou do jeito que já ia votar.


Análise: a conta que não fechou


A visita de um deputado com tanta força eleitoral na cidade criava uma expectativa natural entre os bolsonaristas: a de que a mobilização nas ruas se transformasse em votos novos e ajudasse a segurar o resultado positivo e até aumentar. Era uma aposta compreensível, já que o público apareceu em peso.


O problema é que gente na rua nem sempre significa voto a mais. Pelos números, o evento parece ter animado quem já estava com Flávio, mas não mexeu com o eleitor que ainda estava em dúvida ou que tinha votado em outros candidatos no primeiro turno. 


E foi esse eleitor que fez a diferença: com a disputa reduzida a dois nomes, a maior parte do voto que estava espalhado migrou para Lula, e o crescimento dele foi quase três vezes o de Flávio em votos.


Em resumo, a visita lotou a cidade, mas não lotou as urnas. Nanuque mostrou que, na hora de decidir, o eleitor olha para além do palanque, e a expectativa de virar o jogo com a presença de Nikolas não se confirmou.


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